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25 . JAN . 2018
Entrevista a José Azevedo

José Azevedo, 27 anos de idade, é praticante de Atletismo na categoria de INAS. Recentemente sagrou-se Campeão Nacional de estrada de 10 km. Entre outros títulos, conta ainda com o de Campeão Europeu de corta-mato e de pista coberta. É natural de Pedome, e fomos entrevistá-lo em pleno treino no Estádio da Maia.

José Azevedo, quando começou a praticar atletismo?

Comecei tarde, pois já tinha dezoito anos quando resolvi iniciar esta atividade desportiva. Antes jogava futebol, mas tive que abandonar essa modalidade devido a problemas nos joelhos.

 

A alteração entre modalidades foi imediata?

Não. Por causa da minha lesão estive dois anos sem praticar qualquer desporto. Depois desse período, comecei a correr e a fazer uns treinos e iniciei a minha participação em provas na condição de individual.

 

E chegou a fase da sua filiação. Como se processou?

Comecei a ter vários convites de alguns clubes e decidi iniciar a minha carreira como filiado. A partir daí comecei a treinar mais a sério, mas confesso que nunca pensei chegar a este nível competitivo.

 

Qual o seu percurso até chegar ao Boavista?

Comecei em Viana do Castelo no Alziralar, passei ainda dois anos pelo Moreirense e ingressei no Núcleo Atletismo de Joane mas, uma vez mais, tive que parar devido a uma lesão no joelho. Foi um passo atrás na minha carreira, pois estive um ano sem competir.

 

E regressou em que clube?

Ingressei no Moinhos de Vermoim e ainda passei pelo Atlético da Póvoa após ter feito duas épocas sem ligação a qualquer clube.

 

Como se dá o ingresso no Boavista Futebol Clube?

Já tinha anteriormente sido convidado pelo Baltasar Sousa para entrar neste projeto, mas nessa altura tinha compromissos com vários patrocinadores e, naturalmente, cumpri os respetivos contratos. Esta época, liberto desses compromissos, inscrevi-me no Boavista onde estou muito bem e feliz.

 

Qual a especialidade que tens como atleta?

Eu faço de tudo. Gosto de pista e também faço estrada e corta-mato. Mas o que mais gosto são as provas de cross, onde me sinto como um atleta mais completo.

 

Falemos de títulos conquistados. Quais os que considera mais significativos?

Conquistei no ano de 2017 o Campeonato Nacional de Estrada, mas antes já tinha conquistado outros títulos, como Campeão Europeu de corta-mato e pista coberta. Mas o título que considero mais saboroso, foi o obtido no campeonato regional de corta-mato há três anos em Celorico de Basto.

 

Mas há quem diga que já não te chega um armário para guardar tantas medalhas. É verdade?

Com tão pouco tempo de competição, acho que realmente ultrapassei o nível que esperava.

 

Desculpa colocar assim a questão, mas você foi inicialmente um atleta de atletismo não adaptado. Que aconteceu para esta alteração?

Durante anos corri em atletismo normal, sendo um atleta com excelentes resultados e com algumas chamadas à Seleção Nacional. Uma lesão grave destruiu essa minha carreira. Depois os constantes apelos dos responsáveis pela Federação Paralímpica fizeram-me repensar a carreira desportiva e, finalmente, resolvi abraçar a modalidade paralímpica de INAS.

 

Objetivos para este ano?

Estou a trabalhar para o Campeonato Europeu de IPC na distância de 1500 metros que se realizará no próximo mês de Agosto. Neste momento, estou a treinar para conseguir alcançar os mínimos de forma a poder assegurar a minha participação. Mudei de treinador e estou a preparar-me para dentro de um ou dois meses iniciar a “luta” pela obtenção desses mínimos.

 

Quem é o teu treinador?

 O Miguel Teixeira. Treino com este grupo e com a companhia deles tudo se torna mais fácil.

 

Satisfeito pelo ingresso no Boavista Futebol Clube?

Claramente. O Boavista é um clube de top nacional e envergar esta camisola é um orgulho para qualquer atleta. Estou inserido num projeto do clube e com uma entrega total. Espero ver o Boavista de novo no seu lugar no desporto nacional, mas tenho a consciência que isso só será conseguido passo a passo.

 

Qual a tua mensagem final?

Quero agradecer o trabalho e dedicação que o meu treinador tem dado nestes meses e à minha família que foi sempre o meu pilar, evitando a minha desistência nos momentos em que quase “atirei a toalha ao chão” após as lesões que sofri. Por último, agradecer à Fisiomar pois sem a ajuda deles nunca teria voltado a competir.

 

 

 José Azevedo